quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Nossa Missão - “... Nos convém cumprir toda a justiça.” (Mt. 3:15)

Todos nós temos uma missão a cumprir. Deus não fez o homem para viver inutilmente. Desde o inicio deu atividades para que o mesmo executasse. Quando Jesus veio a este mundo também tinha um propósito. Ele deveria seguir à risca um plano pré-elaborado por Deus. Jesus veio cumprir uma etapa, a mais importante, do processo de salvação da humanidade. Vale lembrar que todos nós fazemos parte desse processo. Nos é cobrada uma parcela de contribuição. Temos deveres a cumprir concernente a divulgação do evangelho a toda criatura (Mt. 28:19)

Durante toda a historia da humanidade Deus tem levantado homens que trouxeram suas contribuições para a concretização do plano de salvação. Todos eles tinham algo em comum: compromisso com Deus.

Não fomos criados para vivermos à toa. Temos raciocínio, compreensão e vontade para podermos de livre e espontânea vontade realizar o que nos é proposto por Deus. Na prestação de contas, no final de nossa existência terrena, teremos que explicar a causa de não termos agido em favor de Deus aqui na terra.

Analise bem, será que fomos criados para vivermos em prol de nossas paixões, desejos egoístas, etc? Toda criação tem o intuito de atender a algum interesse do criador. Não se cria nada por acaso. Se formos verificar na natureza a quantidade de seres vivos veremos que é enorme. Será que cada um deles não tem alguma função na natureza? Claro que tem.

De toda a criação apenas o homem teve o privilegio de ser criado conforme a imagem de Deus (Gn.1:27). Isso exige de nós uma responsabilidade que não existe nas demais criaturas. Precisamos viver uma vida pautada no caráter de nosso criador. O nosso prestigio é real na medida em que cumprimos o propósito de Deus. O que é criado só tem valor se cumprir o papel para o qual foi criado. Se não cumprimos com o propósito de Deus seremos inúteis, conforme disse João Batista: “...toda a árvore, pois, que não produz bom fruto, é cortada e lançada no fogo.” (Mt. 3:10).

Precisamos viver para agradar o nosso criador. Na narração da criação vemos claramente que Deus criou tudo para seu prazer. Em cada um dos seis dias da criação vemos a expressão “ e viu Deus que era bom”. Notamos ai que Ele se preocupa com o resultado da sua criação. Ele não foi criando as coisas sem intenção alguma, só por criar. Ele se preocupava com a função daquilo que acabara de criar. Eu creio que Deus olhava e pensava: - Poxa, tá saindo do jeito que projetei. No entanto, a criatura que foi feita com maior dedicação, o homem, foi a que mais trouxe decepções. Um exemplo foi a desobediência de Adão e Eva. Assim mesmo Deus continuava esperando algo de bom do homem. Note bem: Ele só aceita o que é bom. Isso fica patente quando Abel e Caim ofereceram suas ofertas a Deus ele não se agradou da oferta de Caim. Veja o que Ele disse a Caim: “Se bem fizeres, não é certo que serás aceito?...” (Gn. 4:7). O Senhor não se agrada de qualquer coisa. Ele quer nossa dedicação, amor e temor.

Enfim, vivamos em busca de alcançarmos a perfeição. Não só nossa mais da humanidade. O nosso alvo é esse. Pare de pensar que o mundo está perdido. Basta de pensamentos negativos. Se Jesus fosse pensar dessa forma não estaríamos salvos hoje. Antes de Ele vir não havia nenhum justo (Rm.3:10). Assim mesmo Ele “...veio salvar o que se tinha perdido.” (Mt. 18:11). Façamos o mesmo, busquemos os perdidos.

Sigamos o exemplo de Paulo que anunciava, admoestava e ensinava ‘...para que apresentemos todo homem perfeito em Jesus Cristo.” (Cl.1:28).

Finalmente, medite nos textos abaixo:
- “Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus.” (Mt. 7:21).
- E o servo que soube a vontade do seu senhor, e não se aprontou, nem fez conforme a sua vontade, será castigado com muitos açoites; (Lc. 12:47).

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Valorize a cruz de Cristo

A cruz de Cristo foi a concretização do plano de salvação proposto por Deus desde a fundação do mundo. Nela alcançamos o que seria impossível outrora: a reconciliação do homem com o Criador. Foi através dela que Deus “... nos reconciliou consigo mesmo por Jesus Cristo...” (II Co. 5:18). Conscientes disso devemos fazer de tudo “... para que a cruz de Cristo se não faça vã.” (I Co. 1:17). Como damos o devido valor a cruz de Cristo?

1. Reconhecendo-a como o escape da humanidade

Em primeiro lugar, gostaria de deixar bem claro que não estamos afirmando que a cruz é mais importante que Jesus. Jesus e a cruz são os elementos básicos da salvação. Um, sem o outro não teria representatividade alguma no que concerne ao plano da salvação. Certamente Jesus continuaria sendo o mesmo. Ele não seria prejudicado em Sua Majestade e Poder. Continuaria sendo o Filho de Deus. Os únicos prejudicados na história seríamos nós que teríamos, sem piedade alguma, o castigo eterno. Não haveria escape para nenhum ser humano.

“... a palavra da cruz é loucura para os que perecem; mas para nós, que somos salvos, é o poder de Deus.” (I Co. 1:18). Veja bem, Poder de Deus! Quem entende e aceita a mensagem da cruz se apodera de uma capacidade sem limites! Todos os que aceitam a Jesus como salvador recebem ““... o poder de serem feitos filhos de Deus...”. (Jo. 1:12). Antes da cruz não havia essa oportunidade – salvação ao alcance de todos os que desejassem.

2. Obedecendo ao Autor da Salvação

Logo após a morte de Cristo na cruz “...o véu do templo se rasgou em dois, de alto a baixo.”(Mc. 15:38). Isso significa o livre acesso a salvação. A partir desse momento foi inaugurado o período da graça. O favor de Deus se encontra disponível a todos que desejam obtê-lo. O termo graça tem obtido uma conotação errônea por parte de muitos. Tem-se a falsa idéia de que a graça se constitui em liberdade. Ledo engano. A graça de Deus se constitui no fato Dele ter oferecido uma oportunidade ao homem. O que era impossível se tornou possível mediante a graça. Isso não exclui, de forma alguma, a necessidade de obedecermos aos preceitos eternos do Criador.

A obediência continua sendo exigida por Deus. O escritor da Epístola aos Hebreus diz que Jesus “... tornou-se o autor da salvação eterna para todos os que lhe obedecem,” (Hb. 5:9). Se reconhecemos que o sacrifício de Jesus na cruz é a nossa chance de sermos salvos temos que aceitar o que ele nos propõe. Pense: Não existia esperança alguma; agora tem. Que tal agarrarmos essa chance com unhas e dentes?! O que queremos mais se o que era impossível já foi feito? Jesus fez o que não estava ao nosso alcance. Obedecer é algo possível. Basta seguir o exemplo do Mestre: “... humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte, e morte de cruz.” (Fp. 2:8).

Quando somos desobedientes não estamos dando o devido valor a cruz de Cristo. Aceitar o presente de Deus (leia, sacrifício de Jesus) sem obedece-lo é o mesmo que considerar em vão tudo que Ele fez. Tudo que Ele fez foi em prol da nossa salvação. Se não agimos de acordo com o que Deus planejou vamos decepcioná-lo: não seremos salvos. Dessa forma a morte de Cristo, para nós, terá sido em vão. Jesus fez a obra completa. Ele quer que o efeito de sua obra também seja completo em nossas vidas.

3. Anunciando a mensagem da cruz

Ao finalizar o seu ministério Jesus disse: “... Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura.”(Mc. 16:15). O mundo precisa conhecer a mensagem da cruz. Nosso mestre sabia da necessidade da divulgação de sua obra de redenção. Sua conquista não teria os resultados esperados se não fosse divulgada. As pessoas de todas as raças, nações, povos e línguas precisam conhecer o que foi conquistado pra elas.
A divulgação da mensagem da cruz valoriza a obra de Cristo. “...como crerão naquele de quem não ouviram?...”(Rm. 10:14). Caro leitor, se você quer valorizar a cruz de Cristo divulgue para o maior numero de pessoas qual o propósito da mesma. Quanto maior o numero de ouvintes, maior também será o numero dos que crerão. O valor da cruz aumenta a medida que aumenta o numero de salvos. Se a morte de cristo servisse para salvar uma vida, teria o valor de uma vida. Mas, se salvar mil vidas, terá o valor de mil vidas. Quanto mais pessoas você trouxer para cristo maior contribuição esta dando para a valorização do sacrifico de Jesus. Agregue valor a cruz de Cristo anunciando o que Ele fez pela humanidade.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Seguindo os passos do Mestre (I Jo. 2:6)

Se quisermos agradar a Deus precisamos seguir os passos de Jesus. Nesse estudo sobre a vida de Jesus você vai descobrir algumas atitudes dEle que devemos observar.

1. Obediência a Deus – Durante o ministério de Jesus ele agiu sempre de acordo com a vontade de Deus. Mesmo quando questionado ou incitado a fazer diferente não abriu mão da obediência irrestrita ao Pai. Por ocasião de seu batismo, mesmo sendo questionado por João Batista, que não se considerava digno de batizá-lo, respondeu: “Deixa por enquanto, porque, assim, nos convém cumprir toda a justiça”. (Mt. 3:15). Ele não se preocupou no que os outros achavam da sua atitude. Queria, a qualquer custo, fazer simplesmente a vontade de Deus.

2. Humildade – Satanás, quando tentou Jesus no deserto, testou a sua humildade com as seguintes palavras: “... manda que estas pedras se transformem em pães.” (Mt. 4:3). Ele não se preocupou em provar nada para o Diabo. Ele e Deus sabiam o seu objetivo; isso era o bastante.

Ele, sendo homem e Deus estava diante de uma oportunidade ímpar de demonstrar o seu poder, mais não o fez. Preferiu admitir a sua dependência total, dizendo: “... não só de pão viverá o homem, mas de toda a palavra que procede da boca de Deus.” (Mt. 4:4). A primeira atitude de um ser humano comum seria o exibicionismo.

Muitos cristãos não podem viver uma vida de mais comunhão com Deus que já começam a se exibirem. Jesus diz: “Guardai-vos de exercer a vossa justiça diante dos homens, com o fim de serdes vistos por eles...” (Mt. 6:1).

3. Espiritualidade – Ele, em momento algum, permitiu que a visão das coisas materiais o afastasse das espirituais. Não vivia como a maioria dos homens, o simples aqui agora. Via adiante. Não perdia a noção do fim de todas as coisas terrenas; sempre demonstrou a sua firme consciência do quão frágil é a existência das coisas materiais. Certa feita disse “... Não acumuleis para vós outros tesouros sobre a terra... ajuntais para vós outros tesouros no céu...” (Mt. 6:19-20).

4. Compaixão – Sempre que Jesus via alguém necessitado logo solucionava os problemas. Estava sempre disposto a ajudar. Quando um leproso se aproximou dEle dizendo: “Senhor, se quiseres, podes purificar-me.”(Mt. 8:2). Na seqüência vemos que Ele “... tocou-lhe, dizendo: Quero, fica limpo!...”(Mt. 8:3). A cura foi imediata. Jesus não lhe deu apenas uma palavra de conforto; ele resolveu o problema de uma vez por todas. A partir desse episódio vemos uma série de milagres que Ele operou, segundo a sua compaixão. O evangelista Mateus diz “... curou todos os que estavam doentes;” (Mt. 8:16). “Vendo Ele as multidões, compadeceu-se delas...” (Mt. 9:36).

5. Disposição – Nos quatro evangelhos observamos uma seqüência de fatos que denotam a disposição de Jesus em fazer a obra do Pai. Ele não perdia tempo. Não tinha um local fixo para repousar. Todo lugar aonde chegava fazia algo extraordinário. Não vivia uma rotina.

Sempre surpreendia. Disse, certa vez: “... o Filho do Homem não tem onde reclinar a cabeça.” (Mt. 8:20). Mesmo assim não parava. Veja a seguir alguns exemplos que descrevem o que estamos dizendo: “... entrando Ele no barco...” (Mt. 8:23); “partindo Jesus dali...” (Mt. 9:9); “E Jesus levantando-se...”(Mt. 9:19). Se formos examinar minuciosamente ficaremos cientes da enorme disposição do Mestre.

Enfim, se formos estudar os passos do mestre ficaremos perplexos pela forma como ele desenvolveu seu ministério. Ele espera isso de nos! Ele estimulou os seus discípulos com as seguintes palavras: “Basta ao discípulo ser como o seu mestre...” (Mt. 10:25). Sigamos os passos de nosso Mestre.